LUTA

Em janeiro de 2018 foram registrados 154 homicídios no estado do RJ. Entre essa violência ofuscante, luto e revolta, Marielle Franco foi executada brutalmente com 4 tiros na cabeça. Não se trata de assalto ou conflito armado, mas sim execução cuja motivação foi nada mais que a luta e denúncias que Marielle havia fazendo, denúncias contra abuso de poder, excesso de uso de força e mortes nas favelas do Rio de Janeiro por parte da polícia e dos militares. Não podemos transformar Marielle em estatística, porque não existe estatística para mortes assim, como de Chico Mendes por se opor a madeireiros em defesa da Amazônia ou a freira Dorothy Stang, assassinada por tentar implantar o desenvolvimento sustentável e defender comunidades extrativistas no Pará. O assassinato da vereadora não deve ser reduzido a um simples homicídio justamente pelo simbolismo que sua morte carrega, que se opor a poderosos no Brasil é mortalmente perigoso como se ainda vivêssemos em tempos coloniais. Sua morte é mais um motivo para não calar sua luta, a de Chico, a de Dorothy e a luta que todo o povo brasileiro deveria fazer parte: Contra a intimidação, o silenciamento e a corrupção daqueles poderosos a ponto de matarem para manter sua intangibilidade. Basta. #MariellePresente significa que essa luta não morreu, muito pelo contrário, está apenas começando.